Livro O Espadachim de Carvão
Diferenciar o gênero fantasia de ficção científica parece
muito óbvio, porém ao racionalizar sobre o embate, percebemos que de certa
forma, ambos se relacionam e se complementam em uma boa obra e fica por conta
da suspensão de descrença do leitor julgar onde eles se cruzam, exemplificando:
a técnica que Adapak usa para solucionar seus conflitos físicos é bem plausível
e hoje em dia é aprendida em qualquer aula introdutória de artes marciais que
devemos observar, prever e identificar padrões de movimento no oponente.
Autor (a) Affonso Solano
Editora Leya
Editora Leya
Páginas 256
Ano 2013
Ano 2013
Kurgala é um mundo abandonado por Quatro Deuses. Adapak é filho de um deles. E hoje ele está sendo caçado. Perseguido por um misterioso grupo de assassinos, o jovem de pele cor de carvão se vê obrigado a deixar a ilha sagrada onde cresceu e a desbravar um mundo hostil e repleto de criaturas exóticas. Munido de uma sabedoria ímpar, mas dotado de uma inocência rara, ele agora precisará colocar em prática todo o conhecimento que adquiriu em seu isolamento para descobrir quem são seus inimigos. Mesmo que isso possa comprometer alguns dos segredos mais antigos de Kurgala.
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Confesso que conheci o trabalho de Affonso Solano no Youtube
e em Podcasts (Jovem Nerd e Matando Robôs Gigantes) e foi por meio destes que
descobri O Espadachim de Carvão, e devido ao grande número de bons feedbacks, resolvi dar uma chance a obra.
Posso dizer que o gênero fantasia nunca fora
minha prioridade, porém acompanhar a aventura de Adapak me surpreendeu
positivamente proporcionando-me adentrar a um mundo novo de possibilidades.
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Adapak, por Luiz Henrique Alvares |
Acostumado com grandes sagas, uma coisa que me causou
estranheza a princípio ao receber o livro foi: será que caberá todo um universo
fantástico nesse “livrinho”? E com certeza cabe, a forma como o “Rei dos
Escritores” nos entrega a trama é extremamente eficiente, pois ele respeita
integralmente a inteligência dos leitores, não focando em uma descrição
extremamente detalhista dos personagens e acontecimentos, apenas sendo um fio
condutor de todo o universo em nossa mente, e certamente que a minha Kurgala é
totalmente diferente da sua e é assim que deve ser.
Outra coisa positiva é a leveza com que o autor passa por questões
nas quais nos identificamos, fazendo com que a sociedade em Kurgala não seja
assim, tão diferente da nossa. O problema mais óbvio a ser identificado é o
preconceito, e ele é apontado de várias formas, como a cor de Adapak que sempre
causa estranheza, e há inúmeros outros menos evidentes.
É bom deixarmos claro que a diversão é meta do autor, e Affonso a cumpre com maestria. Vale lembrar que a obra ganhou uma versão especial em HQ, funcionando como um spin-off/continuação de As Pontes de Puzur, segundo livro da série! A HQ possui roteiro e ilustração de L.G. Quelhas e Zé Carlos e é baseada nas Aventuras de Tamtul e Magano, livros que Adapak leu na infância.
É bom deixarmos claro que a diversão é meta do autor, e Affonso a cumpre com maestria. Vale lembrar que a obra ganhou uma versão especial em HQ, funcionando como um spin-off/continuação de As Pontes de Puzur, segundo livro da série! A HQ possui roteiro e ilustração de L.G. Quelhas e Zé Carlos e é baseada nas Aventuras de Tamtul e Magano, livros que Adapak leu na infância.
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