
Autor (a) José Casado Alberto
Editora Chiado
Páginas 206
Ano 2015
Ano 2015
Classificação 3,5/5
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O Corvo sobrevoava o deserto do Novo México. Atraído pelo chamamento do sangue, chegou a uma solitária montanha pintada em tons alaranjados. Abaixo, três figuras: um fora da lei, um ranger e um caçador de recompensas— três representantes do melhor e do pior que a espécie humana tem para oferecer— dançavam uma dança tão antiga como a própria existência: a dança da morte.Texas Red. Filho perdido do povo Navajo e criminoso sanguinário, produto das tragédias que assolaram o seu povo.Olhos-Azuis. Personificação estóica do velho oeste e da ideia de que as leis apenas existem porque homens poderosos asseguram a sua existência.Forasteiro de Negro. Sádico e desprovido de quaisquer escrúpulos. Ele cospe na face das leis da sociedade e obedece apenas ao seu depravado e rígido código moral.No final do dia, estes três homens demonstrarão que quando o homem despe as ilusões efémeras da sociedade apenas uma lei sobrevive— A Lei da Arma.
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O livro de José Casado Alberto começa por narrar uma cena onde corvos sobrevoam um determinado lugar onde recentemente fora ocorrido uma chacina. Estendidos ao chão encontram-se Texas Red, um pele vermelha fora da lei sanguinário com o objetivo nobre: comprar a liberdade de sua família, e seu povo mediante qualquer custo. Adjunto ao índio há Olhos-Azuis, um ranger obcecado por levar o malfeitor à justiça. Complementando o grupo de personalidades fortes e autoritárias encontra-se o Forasteiro de Negro, um caçador de recompensa que prioriza a Lei da Palavra antes mesmo à Lei da Arma.
Conhecemos a história de cada personagem separadamente, suas jornadas, até o desenrolar do terceiro-ato, quase que como um filme do Tarantino, o autor enfoca em pequenos detalhes, utilizando desde trejeitos peculiares à provérbios perspicazes para a ambientação do leitor a atmosfera da obra. Cada personagem é muito bem construído e os conflitos são muito bem implantados, principalmente o ódio pelo homem branco, eles surgem naturalmente, evidenciando o conhecimento do autor quanto ao período temporal no qual a obra se encontra.
O português de Portugal e os diálogos como o autor os escrevem (da mesma forma que os personagens falam, com sotaque), em nenhum momento prejudica a fluência da leitura, muito pelo contrário, se faz necessário a construção do ambiente. A história ocorre em um breve período de tempo, isso delimita as jornadas dos personagens, deixando-as um tanto monótonas e extremamente lineares.
Ao finalizarmos o livro nos ocorre um breve sentimento de desapontamento, pois sempre ficamos esperando alguma reviravolta brusca na trama, porém ao refletirmos vemos que esse nunca foi o objetivo do autor, sendo assim, a ausência de grandes eventos não lesiona sua escrita sublime.
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