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Resenha | A longa e sombria hora do chá da alma

Livro A longa e sombria hora do chá da alma
Autor (a)  Douglas Adams
Editora Arqueiro
Páginas 224
Ano 2016
Classificação 4/5
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(CONTEÚDOS ESPECIAIS)

Kate Schechter devia ter prestado atenção aos avisos que o universo tentava lhe dar. No aeroporto de Heathrow, prestes a embarcar para a Noruega, a americana pensa em todos os sinais que lhe diziam para não fazer aquela viagem. Ainda assim, ela não está nem um pouco preparada para a explosão do balcão de check-in, que destrói parte do terminal.
Enquanto isso, no norte de Londres, o detetive Dirk Gently está no fundo do poço: sem dinheiro, vive de bicos como quiromante numa tendinha. Refletindo sobre seu fracasso, ele lembra de repente que, na verdade, tem um cliente e está absurdamente atrasado para o encontro aquela manhã.
Porém, o investigador chega tarde demais. Sentindo-se culpado pela sina do homem, ele resolve mais uma vez fazer uso da interconexão de todas as coisas e vê uma ligação do seu caso com os estranhos eventos no aeroporto.
Abrindo caminho em meio aos elementos mais absurdos, Dirk se depara com uma máquina de refrigerante que aparece nos lugares mais improváveis, uma águia hostil que insiste em atacá-lo, um hospital sinistro para casos exóticos, horóscopos insultuosos e uma calculadora de I Ching.
Neste delicioso livro que dá continuação à série de Dirk Gently, o leitor se
surpreenderá ao observar como todas as peças do quebra-cabeça se encaixam para formar uma trama genial e hilária.
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O leitor que conhece Douglas Adams compreende muito bem sua maneira bem específica e particular de criar histórias. Misturando o surreal com a lógica, Adams cria um universo capaz de provocar nos leitores as mais variadas impressões e emoções.

Dirk Gently, o intrínseco detetive com seus métodos holísticos que consiste em investigar a interconexão fundamental de todas as coisas, está de volta com um novo mistério nas suas mãos em “A longa e sombria hora do chá da alma”, segundo volume da série que leva também o nome do detetive.


Mais falido do que nunca, ele ainda pode contar com a sorte de ter um cliente, quer dizer, podia, pois o mesmo jaz sem a cabeça, tornando-se um grande mistério que Dirk procura entender e solucionar.
Uma inexplicável explosão em um aeroporto induz ao envolvimento do detetive com a americana Kate Schechter e também a várias situações que fazem ligações com seu cliente sem cabeça. Com a sagacidade e o típico humor à la Adams, percorremos a partir disso uma aventura com deuses nórdicos em crises, contratos incoerentes e outras diversas situações que acontecem entre dois mundos que se afetam entre si.


Em “A longa e sombria hora do chá da alma” passamos a conhecer um pouco mais do personagem principal, o que não acontece muito no primeiro volume da série, acompanhamos seu ponto de vista pelas páginas e ficamos abismados com seus métodos diferenciados de outro detetive muito conhecido por nós, Sherlock Holmes. Adams, com seu humor britânico, apresenta personagens carismáticos, como um Dirk peculiar e criativo em seu papel como um detetive de holística e uma Kate que se mostra uma personagem divertida e autêntica.

Ainda que em minha opinião, a história possua algumas partes que são poucas exploradas e que seu final tenha me deixado com grandes questionamentos, esse é um livro para todo fã de Douglas. Um livro onde o impossível e o improvável são componentes que fazem a história ser tão singular e única.

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