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Resenha | As Tumbas de Atuan #2

Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados.
Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe.
Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia.
Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.
Finalista da Newbery Medal, que premia os melhores livros jovens de cada ano, As Tumbas de Atuan dá continuidade ao elogiado Ciclo Terramar com uma singela história que rompeu com os paradigmas de heroína quando foi lançada.
Título As Tumbas de Atuan #2 | Série Ciclo Terramar | Autor (a) Ursula K. Le Guin
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 160 | Ano 2017 | Classificação 5/5
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Quem me conhece, sabe muito bem que sou amante de uma boa história fantástica, repleta de coisas que causam fascínio, como seres místicos, ambientes utópicos e por aí vai, e que são, acima de tudo, capazes de transportar qualquer leitor para suas páginas, dentro de seu singular universo, privando momentaneamente das adversidades da vida real, afinal, é para isso que lemos. Certo?


O Feiticeiro de Terramar (2016), de Ursula K. Le Guin, primeiro volume do Ciclo Terramar, foi um divisor de águas para mim e também o responsável pela admiração que tenho hoje pelo trabalho da autora e lidar com a espera de seu sucessor, nunca foi uma tarefa tão difícil. Até agora! As Tumbas de Atuan (2017) chegou para aplacar essa ânsia e brindar novamente o leitor com a chance de retornar a esse universo tão impressionante!


Após os acontecimentos presentes no primeiro volume da série, voltamos a Terramar e novamente, ao lado de Ged, participamos de uma nova etapa de sua jornada. Desta vez o destino é Atuan, mais especificamente As Tumbas de Atuan, espaço considerado sagrado para a seita dos Inominados, grupo um tanto quanto tenebroso e responsável pelo lugar.

Lá, o caminho de Ged se cruza com o de Tenar, uma jovem que desde a infância foi destinada a servir a tal seita, tornando-se assim, após a idade adulta, a suma sacerdotisa das Tumbas e guardiã do tesouro presente no labirinto abaixo do local. Em busca do anel de Erreth-Akbe, um objeto que promete ocasionar a paz em toda Terramar, nosso mago contará somente com Tenar, para conseguir, ou não, concretizar sua busca!


É muito difícil, em uma série literária, se manter a qualidade da história em todos os livros e, até o momento, a série de Ursula está sendo um diferencial, não se enquadrando nesse quesito. Apresentando uma continuação aprazível, a autora continua desenvolvendo muito bem a história e acrescenta novos personagens, que dão um novo rumo e promessas para o futuro desse universo fantástico.

Ged, nosso mago, se encontra mais como um personagem complementar nessa obra, dando mais espaço para o desenvolvimento de Tenar, e que personagem é essa minha gente? Ela é um exemplo de empoderamento e o seu crescimento durante a história é fantástico de acompanhar!


Além da excelente construção de seus personagens, Ursula novamente impressiona com sua desenvoltura na criação desse mundo único, superando todas as expectativas criadas por mim! As Tumbas de Atuan é uma ótima sequência que mais uma vez, me deixa doida pelo próximo volume e claro, todo o universo do Ciclo Terramar, é um prato cheio para os fãs do gênero!

URSULA K. LE GUIN nasceu em outubro de 1929 em Berkeley, na Califórnia, e é filha do antropólogo Alfred Kroeber e da escritora Theodora Kroeber. Estudou na Radcliffe College e na Universidade de Columbia e se casou, em Paris, com o jovem historiador Charles Le Guin. A autora tem uma vasta obra, que inclui poesia, contos e romances, publicada e traduzida no mundo todo. Foi vencedora dos mais renomados prêmios da literatura fantástica: Hugo, Nebula, Locus, Asimov, Lewis Carroll, Shelf, World Fantasy, entre outros. Por O feiticeiro de Terramar, recebeu ainda o prêmio Horn Book, do jornal The Boston Globe.
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Comentários

  1. Muito boa a resenha, já está na minha lista para próximas comprinhas!

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  2. Adorei essa coisa de "suma sacerdotisa" sério.
    Minha colaboradora leu o primeiro livro e também se apaixonou pela história, eu já não sou fã de livros fantásticos, eles são muito completos pra mim por conta da dislexia.
    Não tenho dúvidas quer o clico Terramar seja maravilhoso, pelos elogios que fez, a leitura vale a pena

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  3. Sabe, eu amo livros desse gênero, e estão aparecendo vários assim ultimamente. Eu gostei muito da capa e da sinopse, já quero ler! Obrigado pela dica!

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  4. O livro faz o meu género e a história parece bem interessante. Para além disso a capa é linda. Obrigado pela dica :)

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  5. Tenho muita curiosidade em relação ao Feiticeiro de Terramar e ainda não tinha ouvido falar desse acredita? Gostei da resenha e vou colocar na minha lista também. Beijos

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  6. Olá.
    Eu já conhecia os livros, mas nunca li. Gosto também de livros com esse intuito de nos tirar da realidade chata que temos. Posso dizer que gostei da sua resenha. Muito bem elaborada, mas um pouco enrolada de início. Tirando isso, tive uma boa experiência de ler e conhecer mais sobre o livro que ainda quero ler. Obrigado.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Boa tarde,
      Adorei seu comentário, apenas devo discordar da sua opinião de que a resenha foi enrolada no início.
      O que ela escreveu foi uma resenha que deve conter as opiniões dela a respeito do livro, seus sentimentos ao lê-lo, as emoções que ele a proporcionou. Resenhar não é resumir! Resumo não contém opiniões, não é subjetivo, pelo contrário é objetivo, atendo-se à história.
      Como professora de português, posso dizer que não houve enrolação alguma, apenas uma resenha muito bem escrita. :)

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  7. Oi Carine!!
    Achei suas fotos muito lindas. A história parece ser bem interessante, mas não costumo ler esse gênero.
    Parabéns pela ótima resenha!!
    Bjs
    https://almde50tons.wordpress.com/

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